Oberon 69 é um jogo de tiro e ação lançado em parceria pela GLL e Diabolic em 1990, para os computadores domésticos dos anos 80.
Neste jogo com temática espacial, controlamos um guerrilheiro espacial munido de uma metralhadora, que se depara com monstros e inimigos se multiplicando e surgindo por todos os cantos da tela, como era comum em jogos de ação lançados nos anos 80.
A jogabilidade não é das melhores, mas também não é horrorosa como a de alguns títulos espanhóis de concorrentes como Dinamic e Opera Soft. Além disso, o jogador pode configurar o controle a seu gosto, o que é um aspecto positivo.
O jogo contem uma engenhosa abertura animada e uma tela de abertura bem ilustrada. A impressão que tive é que esse título é mais um jogo de sobrevivência do que propriamente de ação. Fica óbvio em certos momentos que é necessário escapar das telas o quanto antes, para não seres cercados pelos inimigos até eles consumirem toda a sua vida, e a sua munição também não é infinita.
Resumindo: um bom jogo, mas cabem algumas ressalvas:
1)O jogo foi lançado em 1990, auge da concorrência entre os consoles de 8 e 16 bits, e consoles como Master System e Nintendo já possuiam jogos muito mais avançados e bem feitos nesta época.
2)É um jogo que reflete o seu tempo, de forma que não teria como ele ter envelhecido bem.
Tendo em vista tais fatores, não havia como elevar muito a nota desta obra.
Oberon 69 is a shooting and action game released in 1990 through a collaboration between GLL and Diabolic, designed for home computers from the 80s.
In this space-themed game, players take control of a space guerrilla armed with a machine gun, facing monsters and enemies multiplying and emerging from all corners of the screen, as was common in action games released in the 80s.
The gameplay is not the best, but it's also not as dreadful as some Spanish titles from competitors like Dinamic and Opera Soft. Additionally, players can customize the controls to their liking, which is a positive aspect. The game features a clever animated opening and a well-illustrated title screen. The impression I got is that this title leans more towards a survival game than a pure action one. It becomes evident at certain moments that one must quickly escape the screens to avoid being surrounded by enemies until they deplete your life, and your ammunition is not infinite either.
In summary, it's a good game, but there are a few caveats:
The game was released in 1990, the peak of competition between 8-bit and 16-bit consoles, and consoles like Master System and Nintendo already had much more advanced and well-made games by this time.
It's a game that reflects its time, so it couldn't have aged well.
Considering these factors, there was no way to elevate the rating of this work significantly
Nightshade é um arcade lançado pela Dexter para o MSX em 1985.
Esse jogo é uma bostarra sem tamanho. Digno do troféu "Piece of Shit" que levou.
Desperdiça boas ideias por conta de um controle arcaico no qual não dá sequer a opção do jogador escolher as setas do teclado para se locomover, e é difícil nesse filmation,
já que uma tecla é usada apenas para girar o boneco.
Basicamente tens que coletar vários itens pelo cenário enquanto desvia de monstros e outras merdas. Não tenho dúvidas que é bem pior do que qualquer jogo desse gênero lançado naquela época. Lixo.
Nyorols é um puzzle lançado pela Mia para o MSX em 1983.
Nesse jogo, lançado por uma empresa obscura da qual eu nunca havia ouvido falar na vida, controlas um boneco palito, mal desenhado pra caralho, com uma animação quadro a quadro pavorosa, no qual deves fugir de cobras e fogueiras gigantes que cruzam seu caminho num labirinto, da mesma forma, feito com a bunda. Nos cantos da tela nos deparamos com cruzes.
Uma ideia mal projetada pra caralho, na qual não se entende qual é o objetivo do jogo e o que fazer, entrando assim para mais uma longa lista de jogos ruins para o MSX. Sem mais.
"Nonamed" é um jogo de ação com elementos de plataforma e puzzle lançado pela Dinamic para o MSX e outras máquinas oitentistas em 1986.
Esse surpreendeu, porque apesar de ser um port da versão da Spectrum, e percebe-se claramente isso pelo vazamento de cores em vários elementos gráficos do jogo, a jogabilidade é decente e segue alguns patterns de jogos espanhois de aventura, ação e plataforma dessa época.
Um dos clichês aqui é a questão do personagem estar envolto em um cenário "labiríntico" e só consegue vencer todos os desafios e alcançar as recompensas depois de dar muitas idas e vindas pelo cenário pegando diversos ícones, resgatando alguns poderes extras e enfrentando milhares de inimigos diferentes que sempre dão respawn a cada troca de tela ou quando você menos espera.
Nesse, o jogador controla um cavaleiro medieval que tem que fugir de um castelo enfrentando um dragão, esqueletos, algumas aves esquisitas, um barril rolante e até mesmo uma versão da Cuca do Sítio do Pica Pau Amarelo.
Como grande parte da biblioteca de jogos da Dinamic, nesse, vai ter que "quebrar a cabeça" para conseguir solucionar os desafios que o jogo apresenta.
Veredito final: um bom jogo, que não envelheceu mal, continua desafiador e a jogabilidade , pelo menos dessa vez, não foi escrotizada para incrementar a dificuldade do jogo. Ele é difícil por outras engenhosidades elaboradas de formas mais criativas pelos programadores. É isso. Não dei a nota máxima porque o jogo também não se encaixa na categoria "obra prima". Valeu.
"Ninja Princess" é um jogo de ação lançado pela Sega para o MSX em 1986, sendo uma conversão de um jogo lançado para os Arcades em 1985.
Um dos primeiros jogos protagonizados por uma personagem feminina, para o êxtase das feministas radicais que adoram falar de "empoderamento" em textões que ninguém lê no facebook.
O jogo apresenta algumas features que lembram o clássico Knightmare da Konami - como o fato de trazer visão aerea e o fato da personagem controlada pelo jogador atacar os inimigos arremessando projeteis variados nos mesmos.
Aqui, a princesa disfarçada de ninja arremessa facas e os shurikens (que encontra depois de matar um ninja com uma roupa lilás, que libera um pergaminho contendo esse item).
Outra semelhança com os jogos da Konami é a qualidade gráfica do mesmo, mesmo sendo bastante inferior aos gráficos da placa System 1 da Sega para qual o jogo havia sido lançado
originalmente.
No final de cada ato enfrentas o grande boss da área.
Meu veredito é que diferente de tantos outros jogos dessa época que envelheceram mal, Ninja Princess para MSX continua divertido e desafiador e com uma boa jogabilidade, o que o torna um diferencial entre os muitos jogos espanhois cultuados na época, lançados por empresas como Dinamic, Opera Soft, Topo Soft , entre outras.
"Narco Police" é um jogo de ação lançado para o MSX em 1990 pela softhouse espanhola Dinamic.
Nesse, controlas um soldado que invade laboratórios afim de desmantelar o narcotráfico.
A jogabilidade é bastante medíocre, até para o padrão Dinamic, de tornar seus jogos oitentistas difíceis através de uma jogabilidade truncada e/ou podre, ou ambos.
Novamente, o site Computer Emuzone faz aclamação exagerada desse título, informando que foi um dos últimos "grandes jogos" feitos pela softhouse antes dela quebrar e se fundir com
uma outra.
Outro site, bastante controverso e de credibilidade duvidosa diz que há várias opções de exploração e extras no jogo, mas, meu veredito final é que esse jogo envelheceu mal, não sendo entretando o pior que já vi na vida.Fico por aqui.
"Mon Mon Monster" é um jogo de ação e plataforma lançado para o MSX2 em 1989.
Os gráficos são muito bons e coloridos e bem superior a paleta de cores horrorosas de consoles como o Nintendo.
Controlas um Frankstein por cavernas e outras telas que vão aumentando gradualmente o nível de dificuldade, pode pular e dar socos em inimigos e outros objetos como pedras e estátuas.
Minha única ressalva é a configuração dos controles escolhidas, pula com o Alt e soca com a barra de espaço. Se esse comando fosse invertido seria menos fácil cometer equívocos. A jogabilidade lembra de leve jogos como Alex Kidd in Miracle World.